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  • Foto do escritorUrbitá

Primeira etapa do novo bairro Urbitá prevê investimentos de R$ 3 milhões em ações ambientais

O montante será destinado a várias ações de preservação de espécimes em extinção e recuperação florestal na região onde será construído o novo bairro



A Cidade Urbitá, bairro a ser construído na saída norte do DF, a 10 quilômetros do Plano Piloto de Brasília, deu início ao Programa de Resgate e Monitoramento de Flora, em uma área de 29ha destinada à implantação de sua primeira etapa que abrigará cerca de 11,7 mil pessoas. O objetivo do Programa foi realizar o resgate de plantas de interesse ecológico do bioma Cerrado e faz parte de uma série de ações que preveem investimentos superiores a R$ 3 milhões.


A primeira ação desenvolvida pela Urbanizadora Paranoazinho (UP), empresa responsável pela construção do novo bairro, foi a de planejamento das atividades de campo e delimitação das áreas a serem suprimidas. A medida é importante para evitar a atuação em locais fora do escopo de trabalho e garantir o resgate de plantas, mudas e sementes com maior sensibilidade ambiental ou ameaçadas de extinção, para posterior replantio nas áreas do futuro Parque Urbitá.


De acordo com as técnicas utilizadas no Programa, antes de iniciar o resgate da flora, é necessário observar a forma de vida das espécies, utilizando técnicas adequadas ao resgate de cada uma, é o que explica Renato Lobo, diretor da Difusão Ambiental, empresa contratada para a atividade de campo, “quando falamos de germoplasma estamos falando de genética, onde mesmo com espécies diversas, cada local tem a sua. Então a ideia do programa é resguardar isso nas áreas que sofrerão a supressão vegetal”.


Além da UP e da Difusão Ambiental, a iniciativa também contou com a participação do Viveiro Aldama, de Planaltina, que foi responsável por coletar as plantas herbáceas da área objeto do Programa, em especial a Lobelia brasilienses que, além de estar ameaçada de extinção, só existe no Distrito Federal.


Layse Ennes, engenheira florestal e CEO do Viveiro Aldama, garante que iniciativas como essa permitem a viabilização e reintrodução da flora do Cerrado nas áreas verdes urbanas, não só como componentes paisagísticos, mas também para aumentar a biodiversidade urbana, “gostaríamos que grandes empreendimentos imobiliários como esse se tornassem vitrine e inspiração para os outros empreendimentos sustentáveis”, destaca a engenheira.


Reencontro com a natureza


Após a coleta das plantas, mudas e sementes, será iniciada a fase de reintrodução de espécimes (indivíduos) e espécies (grupo de indivíduos) à natureza. De acordo Gabriel Postiglioni, engenheiro florestal da equipe de meio ambiente da Urbanizadora Paranoazinho, “essa reintrodução já está em andamento por meio do sistema de plantio em quincôncio, no qual cada muda não pioneira se encontra posicionada no centro de quatro mudas pioneiras de uma determinada região”.


O próximo passo consiste em realizar o monitoramento da flora semanalmente nos três primeiros meses e semestralmente a partir desse período. Caso seja identificado perda de espécies transplantadas ou nativas, serão propostas medidas corretivas, como a aquisição de novas mudas e plantio nas áreas onde houve perda.

Preservação, compensação e monitoramento de fauna e flora


O Programa de Resgate e Monitoramento da Flora faz parte de um grande guarda-chuva de ações e compromissos assumidos pela Urbanizadora Paranoazinho com o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) que perfazem cerca de R$ 3,5 milhões de investimentos.


Além do resgate da flora, o arcabouço prevê ainda o resgate e monitoramento da fauna silvestre, plano de ação específico para a conservação da Lobelia brasiliensis, recomposição da vegetação em áreas protegidas, entre outras ações.


Mirella Glajchman, bióloga e gestora de meio ambiente da UP, explica que “além das medidas compensatórias de supressão, temos o compromisso de restauração florestal de 16ha na Reserva Biológica do Contagem, compensações a serem executadas por meio de serviços, projetos e equipamentos a serem definidos pelo Ibram, na ordem de 1,4 milhão, e aproximadamente mais R$ 2 milhões de investimentos em programas de controle e monitoramento ambientais”.


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