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Tombamento: preservar ou desenvolver?


Como desenvolver e expandir as cidades respeitando a preservação do patrimônio?


Cidades com pontos tombados enfrentam essa questão com frequência. Brasília, por exemplo, foi tombada pela Unesco como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade e sofre embates entre o preservar e o desenvolver.


A cidade, planejada inicialmente para uma população de 500 mil habitantes, tem cerca de 250 mil pessoas na região administrativa do Plano Piloto e 3,5 milhões em seus arredores. Isso implica na possibilidade de maior adensamento em uma região que já possui uma boa qualidade de vida e infraestrutura.


A falta de investimentos para que isso aconteça vem da ideia de que, com o tombamento, nada pode ser alterado. Acontece que conservar não é manter o bem preservado congelado no tempo. É possível realizar transformações que ainda mantém as qualidades e a história do patrimônio. O tombamento pode se aliar ao desenvolvimento da cidade como é feito em Portugal ou na cidade de Barcelona. É preciso atualizar o planejamento territorial, de forma que ele não engesse a cidade e possa, inclusive, contribuir para o seu crescimento.