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Tombamento dificulta implantação de sistemas de identificação de drones em Brasília



Pode parecer ficção científica, mas é realidade. A implantação de sistemas para detectar e neutralizar drones nos palácios presidenciais em Brasília tem dado o que falar. A proposta de torres antidrones feita pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) foi recentemente barrada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Isso porque as antenas de até 20 metros de altura sustentadas por cabos que formariam uma espécie de pirâmide foram consideradas danosas à paisagem, por destoarem do patrimônio cultural tombado. De um lado, o GSI segue preocupado com possíveis espionagens e ataques de drones aos Palácios do Planalto, Alvorada e Jaburu. Segundo a Instituição, a demanda pelos equipamentos é questão urgente de segurança, uma vez que as ameaças têm se tornado cada vez mais recorrentes. Do outro lado, o IPHAN tentar proteger de interferências esses ícones da arquitetura moderna. O instituto considera que os projetos de Oscar Niemeyer, com suas lajes finas, não seriam capazes de esconder os novos e chamativos equipamentos, comprometendo a volumetria das edificações. Até que ponto um edifício tombado pode sofrer interferências? Conservar a integridade estética desses elementos não pode representar abolir o uso de dispositivos tecnológicos eventualmente necessários. Encontrar um equilíbrio entre preservação e evolução é um dos principais desafios das cidades hoje.

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